
Perguntas Frequentes
Se a sua pressão é alta, certamente é um fator a ser considerado para a realização de uma cirurgia segura. A pressão alta é um agravante e considerado também um fator de risco para a cirurgia cardiovascular.
O paciente deve estar sempre sendo acompanhado e monitorado para o controle adequado da pressão arterial para otimização dos resultados da cirurgia cardiovascular
O tempo médio de recuperação após uma cirurgia cardíaca para a volta das atividades rotineiras e de aproximadamente 1 mês. No entanto isto vai depender do tipo de cirurgia, do tipo de patologia, das condições do paciente antes do procedimento, das comorbidades e das condições físicas e psicológicas do mesmo. Cada vez mais, evidências mostram que quanto maior o preparo físico e psíquico do paciente mais rápida será a recuperação pós cirurgia. Ressaltamos a importância de uma alimentação saudável e balanceada, o apoio da equipe multidisciplinar envolvida na cirurgia e também da família
A obesidade e o sobrepeso são fatores de risco para uma doençacardiovascular, assim como também o diabetes, hipertensã;o, dislipidemia e ateroesclerose. O ideal é sempre ter uma dieta balanceada, realizar atividade física regularmente bem como controlar o peso, mantendo um IMC adequado. Quando há o sobrepeso instalado e a real necessidade de uma cirurgia cardíaca, o procedimento pode ser realizado, desde que seja realizada um avaliação minuciosa da equipe médica multidisciplinar, que deverá ponderar e decidir entre o risco x benefício para o paciente. Cada paciente tem uma necessidade específica e, diante de cada individualidade, a equipe tomará a decisão em conjunto com o paciente.
Todos os procedimentos cirurgicos envolvem riscos de vida. Nossa equipe se utiliza de vários processos e recursos para minimizar os riscos, mantendo sempre a busca pelo melhor resultado com a maior qualidade dentro do estado de saúde de cada paciente. Um dos métodos que nos permite conhecer e contornar os possíveis riscos é a utilização de uma ferramenta que calcula o índice de risco cirurgico do paciente. Essa calculadora é utilizada individualmente em cada paciente e a partir do resultado, a equipe médica juntamente com o paciente e a família discutem o resultado para a melhor decisã;o em relação ao procedimento cirúrgico.
Essa resposta depende muito dos sintomas e do prognóstico do paciente em função das características da doença. Uma indicação correta e apropriada precisa levar em consideração o momento ideal da cirurgia, o tipo de procedimento e a estratégia cirúrgica ideal para o paciente, assim como a experiência da equipe cirúrgicae multidisciplinar. Cada caso é um caso, mas no geral, a indicação cirúrgicaacontece quando temos alguma alteração no coração que esteja acompanhada de sintomas. Sabendo que quanto mais preciso for o diagnóstico mais adequado será o tratamento. No entanto é ideal sempre ter uma segunda ou até terceira opinião sobre a real necessidade da realização de uma cirurgia cardiovascular
O risco cirúrgico depende das características próprias de cada paciente (comorbidades, tempo da doença, grau da agudização, etc), do tipo de cirurgia (cirurgia isolada, reoperação, cirurgia associada, etc), da extensão da doença( cirurgia isolada, associada, etc) e da experiência da equipe cirúrgica, da equipe multidisciplinar, da estrutura do hospital e da otimização dos protocolos utilizados. Na atualidade, uma das observações mais importantes para otimização dos resultados esta relacionado com o momento ideal (timing cirúrgico) para levar um paciente para cirurgia. Por tanto, são diversas as variáveis as que interferem para a realização de uma cirurgia cardiovascular segura. Certamente um bom profissional se cercará das melhores condições para a realização de uma cirurgia com o maior beneficio e o menor risco possível.
O tempo aproximado de uma cirurgia cardiovascular é de aproximadamente 2-3h e o tempo de permanência total do paciente na sala de sala cirúrgicade 5-6h. No entanto a quantidade de horas para a realização de uma cirurgia vai ser influenciada pelo tipo de anomalia cardíaca, pelo nível da experiência e conhecimento da equipe cirúrgicae multidisciplinar, assim como da estrutura e protocolos utilizados no hospital. Sendo assim, uma boa equipe profissional poderá garantir que os melhores protocolos sejam seguidos a fim de reduzir o tempo desnecessário no hospital preservando sempre a segurançado paciente
A anestesia é geral, mas ela tem evoluído para ser modular (diversificação e ajuste das quantidades de medicamentos utilizados) conforme as necessidades do paciente, tipo de cirurgia, experiência da equipe cirúrgicae multidisciplinar e tipo de protocolos aplicados no hospital. Nestas abordagens modulares tem ganhado cada vez mais destaque a complementação com anestesia regional e local com o principal objetivo de diminuir a quantidade de opioide e facilitar a rápida recuperação. Qual tipo de anestesia é a ideal é uma dúvida comum e frequente entre os pacientes e deve ser totalmente esclarecida e discutida com o médico e sua equipe antes da cirurgia. Um bom profissional adotará a melhor conduta anestésica a fim de obter o sucesso na cirurgia e já pensando na recuperação do paciente.
O tempo de internação depende da avaliação das condições de cada paciente, suas comorbidades, doenças de base, patologias associadas, tipo de cirurgia, do trabalho em equipe, dos protocolos aplicados e da estrutura do hospital.
O paciente poderá voltar a trabalhar geralmente em 4 semanas. Estará apto para as atividades leves, que não demandem esforço físico. Naturalmente o retorno deverá ser gradativo conforme a tolerabilidade do paciente e sob acompanhamento médico para a maior segurançado paciente.
O retorno a atividade física poderá ser realizado no pós-operatório praticamente de imediato, com o paciente ainda na UTI. Nesse caso, o fisioterapeuta inicia a reabilitação respiratória e motora. Quando o paciente tem a alta da UTI, a deambulação (caminhar e andar) precoce é muito importante para evitar as complicações pós-cirúrgicas, tais como tromboembolismo e os problemas respiratórios. Esse tipo de atividade é também muito útil na recuperação do trânsito intestinal. O tempo de caminhada é progressivo e o incremento deve ser individualizado e acompanhado de equipe especializada e profissional.
Sim, o paciente pode apresentar alteração do humor e emocionais. Pode sentir medo, angústia, tristeza, depressão, choro, raiva, ansiedade e estresse. Se houver esses sentimentos e sensações, o ideal é conversar com o médico e se necessário encaminhar para o especialista.E importante o paciente sentir seguro com o apoio da equipe médica e multidisciplinar que ira acompanhar e da familia.
O hábito de fumar é prejudicial e grave; pois pode provocar aumento da pressão arterial e consequentemente dos batimentos cardíacos. Em um paciente pós-cirúrgico é totalmente contra-indicado. Se houver necessidade, o paciente deverá ser encaminhado para um especialista que o auxiliará na cessação do hábito de fumar.
Geralmente, no pós operatório , a dificuldade de evacuar, denominada constipação, ocorre em diversos pacientes. Você não está sozinho(a)! Apesar do incômodo, há sempre as alternativas para prevenção, tais como: deambulação, movimentar o corpo e caminhadas leves. Em paralelo, a equipe médica multidisciplinar fará a reintrodução de alimentos ricos em fibras, frutas e verduras que também ajudam a acelerar o processo de recuperação da evacuação.
Algumas cirurgias do coração precisam acessar o orgão através de uma esternotomia, que exige que o osso esterno seja cortado. Após o procedimento cirúrgico, ocorre o fechamento com aproximação do osso com fios especiais. Para a completa consolidação óssea, são necessários aproximadamente 60 dias. E, caso o paciente venha dormir na posição lateral, pode ocorrer a óssea gerando dor e desconforto. Portanto, a recomendação é que o paciente durma de barriga para cima após uma cirurgia em que a esternotomia seja necessária.