Estudo nacional para escolher a melhor técnica de cirurgia de revascularização miocárdica em pacientes frágeis

A síndrome de fragilidade é um conceito emergente que vem sendo explorado como um fator de risco para morbimortalidade. Avanços na medicina levaram a um aumento da longevidade populacional que resultou em maior número de pacientes com critérios de fragilidade encaminhados para cirurgia cardíaca. Ainda não está bem estabelecido o papel da circulação extracorpórea na cirurgia de revascularização miocárdica nessa população específica. Neste contexto, estudos clínicos randomizados e controlados foram focados exclusivamente em pacientes de baixo risco (ROOBY, CORONARY), risco intermediário (GOPCABE) e alto risco (BBS), mas não especificamente em pacientes com critérios de fragilidade. Como sabemos, o futuro da saúde pública avança para uma abordagem mais preditiva, preventiva, participatória e principalmente, personalizada dos pacientes. Acreditamos que para os pacientes com critérios de fragilidade, a cirurgia de revascularização miocárdica sem a utilização da circulação extracorporéa seja uma proposta menos agressiva, principalmente nos pacientes com reserva funcional limitada. Para isto, apresentamos um estudo nacional, multicêntrico, randomizado e controlado: “FRAGILE TRIAL”, que será desenvolvido nos principais centros de cirurgia cardíaca do Brasil com o objetivo de analisar o potencial benefício desta técnica em pacientes com critérios de fragilidade.

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